Narrando Aventuras de D&D e Pathfinder em Savage Worlds (Remaster)

aventuras de D&D e Pathfinder em SWADE_blog

Por toda história do RPG, aventuras e depois campanhas oficiais permearam por publicações para diversos sistemas. Dungeons & Dragons possui desde a sua concepção, os famosos “módulos de aventuras”, que inicialmente eram só masmorras prontas recheadas de caminhos, encontros, armadilhas, etc. com um contexto básico e um chefão final. Mas estes módulos, com o tempo passaram a evoluir para campanhas com estórias elaboradas, reviravoltas e vilões carismáticos.

É discutível quando exatamente esta guinada aconteceu. Para mim (eu tenho o meu viés), o primeiro gosto disso veio com a lendária aventura I6 Ravenloft de Tracy e Laura Hickman. Por um lado, ela segue a famosa fórmula de módulos de aventura: um vilarejo relativamente isolado com áreas selvagens e uma masmorra perto mas por outro, foi ela que introduziu o lendário Strahd von Zarovich e a trágica história desde conde vampiro e seu castelo.

Desde então, vários módulos lendários como Temple of Elemental Evil para AD&D, e Red Hand of Doom para D&D 3.5e foram lançados. Mas foi a sua principal concorrente Paizo que revolucionou o mercado com as Trilhas de Aventuras para Pathfinder – aventuras serializadas em 6 livros que contam uma saga inteira do nível 1 ao 20! 

E agora que temos o Pathfinder para Savage Worlds, podemos sem problema algum adaptar aquela aventura antiga ou nova de D&D, Pathfinder, Tormenta, etc. para o nosso amado SWADE. Independente se for com Savage Pathfinder ou o Compêndio de Fantasia, as dicas aqui se aplicam da mesma forma!

"Ué Victor, tá repetindo artigo? Perdeu a criatividade, foi?"

Sim e não. Eu de fato já falei sobre isto em um post antigo, mas conforme eu ganhei meu XP narrando o meu bocado de aventuras do sistema dos dois Ds, eu fui percebendo o quão superficial ele era. O que não quer dizer que era inútil, pois eu dei dicas valiosíssimas lá. Então pense no meu post antigo como uma ‘versão lite’ do que está aqui. Pois hoje eu darei um passo-a-passo para trazer aquela épica campanha publicada ou trilha de aventura que você sempre sonhou para a Selvageria! Então afie suas espadas e memorize seus feitiços, pois vamos adentrar na masmorra!

0 – Adapte, não converta

Antes de tudo, é bom estarmos na mentalidade certa antes. Os sistemas D20 clássicos são baseados em atrito como estilo de jogo. Tanto nos combates em si como a exploração em geral é baseado em recursos escassos  PV, espaços de magia e itens como poções e pergaminhos. mas principalmente o primeiro. 

Savage Worlds não funciona assim. Embora tenha alguns recursos como Benes e itens consumíveis, Ferimentos não não equiparáveis à pontos de vida. Isto além de outras coisas torna Savage um sistema não muito bom para o pilar de design do “dia de aventura”, mas isto é uma feature, não um bug. Sendo assim, você pode passar a faca na grande maioria dos encontros, e modificar o resto conforme o necessário.

“Mas isto requer um certo método, não?” Exato! Pense nisso como se você fosse um diretor de cinema prestes a gravar um filme com o roteiro na mão. Nem tudo vai para as telonas da mesma maneira como está, adaptações e reescritas são feitas conforme o necessário.

1 – Analise o esqueleto

Antes de tudo, para narrar uma campanha pronta você tem que lê-la. Duh, óbvio! Mas você não vai ler da mesma forma. 

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