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Resenha Saga of The Goblin Horde

goblin_horde

(resenha inicialmente publicada no blog Cabana do Elfo)

Cansados de aventuras que o grupo são herois cheios de moral e códigos em busca de glória? De toda aquela chatice de etiquetas de paladinos e polidez dos elfos? Cansado de sempre ter que pisar na cara de goblins buchas para ganhar níveis? Então vocês estão na resenha certa!

Apresentação

Saga da Horda Goblin (SHG), numa tradução oficial do livro, é um cenário de fantasia sombria e humor de Savage Worlds. Nesse cenário os jogadores controlam goblins e seus derivados. De fato, existem muitos rpgs e até cenários de SWADE em que os jogadores controlam monstros, Pathfinder, por exemplo, tem até uma aventura sobre incursões goblins. Porém Saga tem muitas peculiaridades que o tornam um cenário bem familiar aos mestres e jogadores Selvagens

A história conta de sobre as constantes lutas das hordas goblins entre si e a dominação humana. O livro básico não dá um nome para a região apesar de que cada localidade habitada pelos goblins tenham um nome. Cada clã goblin tem suas peculiaridades e seus modos de vida, A aventura principal sugere que os PJ sejam membro do clã RedFang, o maior clã goblin da região.

Apesar dos jogadores controlarem um dos monstros mais subestimados dos RPGs, SHG conta com uma história bem complexa de todo o seu mundo, contando também um metaplot, que sem entrar em muitos detalhes, fala o quanto aquelas criaturinhas verdes influenciaram naquele mundo. 

Além disso o jogo, apesar de abordar, bem pouco, conta com a perspectiva do monstro, em como a conduta de se “aventurar” dos heróis na verdade é um hábito predatório para com outros monstros. Então jogadores, é bom repensar quando quiserem fazer um dungeon crawl! 

Outra questão, ainda sobre a perspectiva do goblin, está em como eles podem ser tão ignorantes e preconceituosos quanto outras raças dominantes. O cenário deixa implícito em descrições e gravuras que existem raças como anões, pequeninos e talvez até elfos nessa região, porém os goblins resumem todos a Humanos da Cidade, da Floresta, das Montanhas e etc. Mostrando que nem eles entendem ou se importam em diferenciar. 

Lembre-se estamos jogando com arrombadinhos que roubam, traem, ostentam vida na sujeira e provavelmente podem ser canibais!

Mas o que é ser goblins?

SHG é um cenário bem peculiar em sua construção, não só a história busca destacar os goblins como também traz mecânicas que refletem a esse mundo esverdeado. De início uma mecânica que pode misturar muitos sentimentos entre jogadores e o mestre: na verdade os jogadores controlam chefes-goblins, e os mesmo tem uma pequena gangue. 

O número de goblins dessa gangue é de metade do valor do dado de espírito mais um goblin a cada avanço, o que precisa levar o mestre e o grupo a pensarem meios de gerenciar esses tantos de goblins que eventualmente vão se multiplicar. O cenário até encoraja interações entre o chefe e seus pequenos capangas. 

Esses goblins não progridem, e na verdade eles parecem ser bem ruins, passando uma impressão de que o PJ na verdade é um babá de goblin, por outro lado eles não vivem muito e grande parte das regras do cenário corroboram com isso. Regras essas que são essenciais que os jogadores usem a seu favor. Como por exemplo o “Travessura”, que permite jogadores com poucas reservas de bene, ganharem mais um bene enquanto um evento aleatório acontece com algum dos seus capangas próximos a você.

Falando em regras de cenário, elas refletem bastante a esta realidade goblin. Eles não possuem uma moeda corrente, muito menos uma noção de valor universal. Portanto eles juntam coisas que eles julgam que são valiosas e negociam com os outros goblins, essas coisas são chamadas de quinquilharias. Uma pena de mesa, por exemplo, pode ter o mesmo valor que um saco de moedas. Não as moedas, o saco com as moedas. Existe também um gerador de quinquilharias para ajudar os mestres.

As vantagens e complicações são bem interessantes, muitas delas funcionam até mesmo fora do cenário dos goblins. Mas o que se destaca são as vantagens goblins, tornando-os mais mutantes além de suas pequenas aparências estranha. Se você não está tão inspirado para pensar em nomes goblins, ainda tem um gerador de sobrenome. Afinal, não é por que você é um goblin que não tenha um nome pra zelar

O que mais tem?

Além de todo este conteúdo, SHG conta com um capítulo do mestre, bestiário, uma campanha completa, sementes de aventura e um gerador de aventura. O bestiário pode parecer um tanto diminuto para uma fantasia medieval, mas de maneira bem prática o mestre pode colher criaturas de outros cenários ou compêndios para compor o mundo. As criaturas do cenário, de modo geral são criações exclusivas para ele, com histórias próprias da existência delas.

Outro destaque está na parte do mestre, que conta com detalhes muito interessantes e importantes da história do cenário. Coisas ficam melhor em segredo para o mestre poder trazer à tona nas mesas. Ainda assim o autor recomenda que o mestre reconheça os interesses do grupo para não provocar uma mudança de tom desagradável para a aventura. Ele também sugere umas dicas de que alterações podem ser feitas para o uso do mestre.

Conclusão

Saga da Horda Goblin é um cenário de fantasia bem interessante e diferencial. Apesar do tom humorístico, traz uma história bem envolvente e, apesar de ser bem conciso, explica como funciona a sociedade goblin e o que isso traz em jogo. Os recursos que vem para a criação dos personagens são bem variados e podem gerar umas boas risadas nas mesas. Se o grupo desejar uma alternativa para aventuras medievais, e com bastante cara de Savage Worlds, esta é uma boa alternativa para os jogadores. E o melhor de tudo é que esse cenário se encontra traduzido e gratuito para o público no blog do site da editora Odyssey, contando também com muitos outros materiais deste cenário e com pretensões para trazer outros conteúdos do mesmo!


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